Despedida em Istambul

13/07/2009

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À esq., os novos amigos turcos Inan e Sevingu e a minha mãe, Cássia; à dir., meu pai, Luiz, o meu irmão, Vitor, e eu, num dos nossos últimos almoços em Istambul

Depois de seis dias em Istambul, deixei ontem a cidade.

Também ontem, os meus pais e o meu irmão voltaram ao Brasil. Ao longo de 30 dias, viajamos juntos pelo Egito, Israel, Jordânia, Grécia e Turquia.

Para quem estava viajando sozinho fazia quatro meses, passar as últimas semanas com pessoas tão queridas foi especialmente revigorante.

Adoro viajar só, e acho que certos tipos de viagem (como a pela África que narrei neste blog) devem ser feitos assim mesmo, sem companhia. Sozinhos, ficamos mais expostos, mais abertos para conhecer gente e experimentamos uma liberdade absoluta.

Mas também reconheço que, com a companhia certa, alguns tipos de viagem podem ser ainda mais enriquecedores, além de, ao seu final, transformarem-se num patrimônio conjunto.

Foi o caso dessa — como  já sabia que seria. Lembro que tinha 13 anos quando, com os meus pais e irmãos, passamos a viajar quase todos os anos com mochilas nas costas, dormindo em albergues.

Naquela época, o meu irmão Vitor tinha nove anos, e a minha irmã, Gabriela, 11. Mas isso não impedia que passássemos várias semanas na estrada, em longas jornadas de trem e ônibus. Ninguém reclamava, pois aquelas viagens eram os principais eventos do ano, sempre aguardadas com grande expectativa e planejadas com antecedência.

Agora que eles voltaram ao Brasil, vim a Budapeste me encontrar com outra pessoa muito especial: o Gady, amigo de longuíssima data que hoje mora em Barcelona e está aqui com o seu irmão, Yuri (que, por sua vez, é amigo do meu irmão desde o jardim de infância).

Ficarei aqui alguns dias antes de voltar a Istambul, sobre a qual ainda não falei nada pelo seguinte motivo: sinto que precisaria passar pelo menos um mês na cidade para ter uma dimensão correta do quão magnífica ela foi e continua sendo.

Mas como não terei esse tempo todo, primeiro lhes mostro algumas fotos da cidade e daqui a três dias, quando para lá voltar, tentarei condensar as minhas impressões e contar algumas histórias.

***

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A Mesquita Azul de longe…

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…de frente…

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…por dentro…

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…e em noite de lua cheia

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Vista do bairro Çemberlitaş

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A Hagia Sofia por fora…

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… e por dentro

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No jardim do palácio de Topkapı

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A ponte do Bósforo, que liga Ásia e Europa, vista pelo lado europeu

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 O palácio Beylerbeyi 

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 O jardim do palácio; acima, a ponte do Bósforo 

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A igreja de Kariye Camii 

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A ponte Galata

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8 Respostas to “Despedida em Istambul”

  1. todas as experiencias são válidas,penso assim…….
    Adorei conhecer a sua family!!!!!!!!………..
    aguardarei mais de Istambul pois tá aí um lugar que tenho muita curiosidade.muitaaaaaaaaa!!!!!!!!!!
    Abraços sonia

  2. Sharon said

    Johnny,
    que texto bonito.
    Poucas pessoas conseguem enxergar como é bom compartilharmos experiências com quem gostamos e dar o devido valor a estes momentos.
    Adorei :)
    Aproveitem Budapeste.
    Beijos,
    Sha

  3. Paulinho said

    Amigo João,
    Agora sei quem é o seu pai, vi ele várias vezes na Abril, sim, ehehe. E seu irmão é a sua cara.
    Que venha o relato de Istambul, então.
    Paulino

  4. Krishna Mendes Monteiro said

    João, lendo seu texto baixou uma baita saudade de Istambul. Estive aí no fim do ano passado, passei dez dias e, como você, senti que precisava de no mínimo um mês para começar a decifrar essa cidade fantástica. Boa sorte na jornada!

    Abração,
    Krishna

    • João Fellet said

      Pois e, Krishna, a unica coisa boa de ficar pouco tempo eh que temos uma otima justificativa para voltar logo!
      abracos

  5. Lara said

    Linda cidade, e depois é o Rio que se chama cidade maravilhosa…

  6. Olá João!

    Istambul é mesmo uma cidade única! É realmente impressionante sentir que estamos na Europa e na Ásia, no mundo cristão e muçulmano, na porta entre o Ocidente e o Oriente. Estive aí algumas vezes e tenho a certeza que irei voltar mais umas quantas, pois a experiência diz-me que Istambul é um daqueles sítios a rever de volta e meia. Ainda para mais, agora já há voo regular directo a partir de Lisboa, o que simplifica muito as coisas.
    Mas, ao ler o seu último texto, gostei particularmente da passagem em que refere que há viagens na nossa vida que só fazem sentido quando acompanhados por aqueles que nos estão mesmo muito próximos (quantas vezes não nos equivocamos e partimos com a companhia errada, tornando uma viagem de sonho num pesadelo?…), tal como outras somente serão uma grande experiência se as fizermos sozinhos. Também já passei por isso e hoje tenho a certeza que é uma regra; e se não a respeitarmos, pode alterar todo o sentimento da viagem. Basta lembrar que uma companhia pode blindar todo o contacto mais estreito com quem possamos conhecer numa viagem, enquanto que sozinhos sentimo-nos até obrigados a conviver com estranhos.

    Um abraço,

    Alexandre Correia

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