Jerusalém e Tel Aviv

29/06/2009

Em Jerusalém, o que hoje é um templo sagrado para o Islamismo ontem pode ter sido um templo sagrado para o Cristianismo e anteontem, para o Judaísmo.

Em Jerusalém, as histórias das três grandes fés monoteístas se confundem. E no entanto, nenhum lugar do mundo foi tão disputado por elas.

Hoje, a população de Jerusalém é dividida entre judeus e muçulmanos — há pouquíssimos cristãos–, mas são os judeus quem dão as cartas.

Como a cidade está sob o controle de Israel, um país rico e ocidentalizado, monumentos históricos convivem lado a lado com outdoors e lojas de grife.

Apesar do domínio judeu, as mesquitas continuam em Jerusalém, assim como os muçulmanos — que, entrentanto, são tratados como estrangeiros, já que não têm direito à cidadania israelense, mesmo que nascidos na cidade.

A disputa, como todos sabem, e como os milhares de jovens israelenses armados espalhados pelas ruas não nos deixam esquecer, está longe de ser resolvida.

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Igreja perto do portão de Jafa

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Muro das Lamentações

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A cidade murada

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A via Sacra

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Jovens soldados na entrada do museu de Israel

Já não muito longe dali, em Tel Aviv, a história é outra.

Relativamente jovem, a cidade recebeu enormes levas de imigrantes judeus antes e após a criação de Israel. Mas diferentemente do que costuma ocorrer quando cidades incham muito rapidamente, Tel Aviv conseguiu crescer de forma equilibrada.

Para isso, contou com o talento de alguns imigrantes recém-chegados da Alemanha: arquitetos e artistas judeus seguidores da escola Bauhaus.

Perseguidos pelo regime nazista, eles encontraram em Israel condições para pôr em prática as noções que haviam acabado de aprender. Em Tel Aviv, construíram 4.000 edifícios conforme os ideais da Bauhaus, que pregava a ausência de ornamentos e a harmonia entre a função de um prédio e o seu design.

Hoje, a Cidade Branca, como ficou conhecida a região que concentra a maior parte desses edifícios, é considerada pela Unesco um patrimônio da humanidade.

Mas o charme de Tel Aviv não se deve só à sua arquitetura. A cidade está à beira do Mediterrâneo e é uma das mais verdes que já visitei.

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Enquanto em São Paulo o nosso governador — e possível futuro presidente do Brasil — decidiu acabar com os jardins da Marginal Tietê para construir novas pistas para automóveis (qual será o próximo passo? Cobrir o rio?), em Tel Aviv o asfalto tem dado lugar a jardins e ciclovias.

Por isso, caro governador, deixo aqui um apelo: antes de acabar com as poucas árvores que nos restam, dê um pulo em Tel Aviv.

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10 Respostas to “Jerusalém e Tel Aviv”

  1. Coronel Kurtz said

    Serra as árvores.

  2. Coronel Kurtz said

    João Fellet, enquanto aqui vc desce o pau no governador, lá no Pé na África o Zanini continua com sua propaganda tucana.

    Eu piso aqui e não mais lá.

  3. Lara said

    Acho que nunca me sentiria confortável em Israel; terra roubada dos pobres palestinos na cara dura por parte dos EUA.

  4. Todos aprendemos com todos.

  5. Sou chegada na BAUHAUS como ex prof de historia da arte,belas fotos ,diferente do que a gente sempre ve…………
    Mas desculpe-me rir muito com as opiniões do Coronel Kurtz,hauhauahuahauahuah……..
    bjs daqui de sampa da rainhaso

  6. Lázaro said

    Jerusalém é um paradoxo em si mesma… paz de espírito x guerra, religião x ódio, história x destruição de muitas histórias de quem por ali passou… mas sempre será Jerusalém!
    Já Tel Aviv… pensar que uma amiga de minha mãe adorou os “engraxadores automáticos de sapatos” do aeroporto Ben Gurion, e aproveitou pra engraxar todos os sapatos que levava na mala… (Risos)
    Grande abraço! :-)

  7. Paulino said

    Fellet,
    Parece que o único problema de TelAviv foi ter sido contruída dando as costas para o mar, né?
    Um abraço,
    Paulino

  8. Alyen said

    Estive fora p/ alguns dias , fui a Italia, se um dia puder visite a Costa da Sicilia e lá verá o que imperio (Imperio das duas Sicilias), estive em um Hotel que para comodidade dos hospedes tem piscina de agua salgada do Mediterraneo, os frutos dos mar são inesqueciveis, o Teatro Maximo é o um dos maiores da Europa, são tantas coisas que liga ao Oriente e também ao Ocidente que uma semana é pouco.
    Abraços e mais uma vez parabéns pelo blog estou curtindo um pouco a cada dia, pois descansei 30 dias viajando mais de 16 mil km s/ chegar perto de computador que coisa boa…
    Agora e enfrentar a realidade cotidiana.
    Abraços.

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