Os místicos do Islão

06/06/2009

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Todas as sextas-feiras, assim que o sol começa a dar uma trégua, lá pelas 17h, centenas de seguidores do sufismo, uma corrente mística do Islão, reúnem-se num cemitério nas proximidades de Cartum para participar de um dos rituais religiosos mais vibrantes que já presenciei.

Numa imensa roda ao lado do túmulo do xeque Hamed al-Nil, antigo líder da ordem sufista Qadiriyah, os fiéis (todos homens) cantam, executam coreografias e entram em transe. Ao redor deles, mulheres e curiosos observam a cerimônia – no fim, estes se juntam aos homens da roda para uma reza tradicional.

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Quem dita o ritmo do ritual é uma bateria que ora fez com que eu me sentisse no interior de uma roda de capoeira, ora no ensaio de uma escola de samba.

Gravei dois trechos da cerimônia.

O primeiro vídeo, logo abaixo, mostra o aquecimento do grupo. Todos repetem “Alá, Alá, Alá…”, enquanto a bateria vai acelerando.

Quem assistir até o fim ouvirá a bronca que levei de um dos manda-chuvas do grupo (um sujeito gordo de verde) porque, filmando a cena, não percebi que a roda estava girando e fiquei parado no meu lugar. 

Já este, o meu preferido, foi filmado no ápice da cerimônia, quando vários fiéis entram em transe.

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7 Respostas to “Os místicos do Islão”

  1. Muito bom o post os videos, as fotos estão fantasticas!!!

  2. mayra said

    e eu faço eco ao comentário do renan…

  3. Lara said

    mulheres são proibidas de praticar o sufismo?

    • João Fellet said

      Elas sao proibidas de participar do ritual com os homens, Lara. Mas acho que isso nao e nem do sufismo, mas sim do islamismo — homens e mulheres rezam separados, em mesquitas diferentes.

  4. Sensacional,adorei demais,que coisa incrivel!!!!!!!!!!!!!!!
    Imagino a energia que corria…….
    e faço a mesma pergunta que a Lara: cade as mulheres????????
    abraços sonia

  5. Mara said

    Muito legal!
    Uma curiosidade: eles não se importam com a filmagem? Lembro que em Moçambique havia um grande incomodo dos locais com cameras fotográficas em afins. Bjos.

    • João Fellet said

      mara, esses nao se importavam, nao. podia filmar a vontade, desde que nao desmanchasse a roda.
      bjs

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