Harar, a cidade murada

24/05/2009

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Passei os últimos dias em Harar, no leste da Etiópia.

 

Harar é considerada a quarta cidade mais importante para o Islã – depois de Meca, Medina e Jerusalém – e está na lista de patrimônios da humanidade da Unesco.

 

A parte mais antiga de Harar, chamada de Jugol, é rodeada por muros erguidos há quase cinco séculos para protegê-la de invasores.

 

Harar foi ao longo de muitos anos um importante centro comercial, atraindo mercadores do Chifre da África, da Península Arábica e de outras partes do mundo.

 

O mais ilustre deles foi o poeta francês Arthur Rimbaud, que se mudou para lá no fim do século 19.

 

Na sua passagem por Harar, Rimbaud se tornou bastante próximo do governador local, Ras Makonen, vendendo-lhe as armas que, algumas décadas depois, seriam usadas para expulsar da Etiópia invasores italianos.

 

Quando anoitece, todos os moradores de Jugol põem para dentro de casa as suas cabras e ovelhas, pois a cidade é invadida por hienas – que, de perto, são enormes, muito maiores do que cães.

 

O curioso é que, em Harar, homens e hienas convivem numa boa, e há até quem as alimente – uma tradição que, nos últimos anos, tornou-se também o ganha-pão de alguns, que cobram de turistas pelo show.

 

Esta é a Harar das enciclopédias e dos guias turísticos.

 

Amanhã, ou quando a internet permitir (e ela tem sido impiedosa comigo – por isso só há uma foto neste post), conto-lhes sobre as coisas incríveis que vivenciei na cidade.

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4 Respostas to “Harar, a cidade murada”

  1. edward said

    Joao, fazia tempo que eu nao vinha ver o blog. Esta muito impressionante, parabens!
    um abraco
    Edward

  2. Fernando said

    João, você se hospeda em hotéis? E quando não há? Se hospeda em casas de famílias?
    Acompanho suas aventuras passo a passô, seus textos são muito bem escritos, gosto da sua visão humanista e relativizadora. Parabéns!
    Um abraço
    Fernando

    • João Fellet said

      Ola, Fernando
      Ja me hospedei em hoteis e casas de familias — mas em todos os lugares em que dormi havia hoteis ou pelo menos pensoes, pousadas, albergues…
      Abracos!

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